Como estruturamos projetos de software em 2026

Como estruturamos projetos de software em 2026

Em 2026, mostramos como estruturamos projetos de software para PMEs, equilibrando custo, segurança, performance e evolução com WordPress e Next.js.

Em 2026, desenvolver software deixou de ser apenas escrever código que funciona. Para nós, estruturar um projeto envolve equilibrar custo, segurança, performance e capacidade de evolução, sempre considerando a realidade de pequenas e médias empresas. Este artigo não define regras de mercado. Ele descreve como temos estruturado nossos projetos, com base no que tem funcionado na prática, em produção, e ao longo do tempo.

Nossa visão geral

Ao iniciar um novo projeto, partimos de alguns princípios simples:
  • Evitar dependências desnecessárias
  • Manter controle total do código
  • Começar com custo baixo
  • Estar preparado para crescer sem refazer tudo
Esses princípios guiam todas as decisões técnicas abaixo.

CMS como base sólida (WordPress)

Para a camada de gerenciamento de conteúdo, continuamos utilizando WordPress, mas de uma forma bastante específica. Nos nossos projetos:
  • Desenvolvemos temas 100% personalizados, sob medida para cada produto
  • Não utilizamos temas prontos
  • Evitamos plugins para lógica de negócio
Os únicos plugins que costumamos adotar são:
  • Wordfence, para segurança
  • ACF (Advanced Custom Fields), para modelagem de dados
Toda a lógica — APIs, integrações, regras e fluxos — é feita via código dentro do tema. Isso nos dá previsibilidade, segurança e facilidade de manutenção no longo prazo.

WordPress como API, não como frontend

Enxergamos o WordPress principalmente como backend e motor de dados. Por isso:
  • Criamos endpoints próprios
  • Versionamos APIs
  • Mantemos uma documentação clara via Swagger
A documentação:
  • Só fica acessível para usuários autenticados no WordPress
  • Pode ser controlada por perfil de acesso
  • Facilita integração, manutenção e evolução do projeto
Essa abordagem separa bem responsabilidades e evita acoplamento desnecessário.

Frontend desacoplado com Next.js

Para o frontend, temos adotado Next.js, geralmente com exportação estática no início do projeto. Isso traz:
  • Excelente performance
  • Ótimo SEO
  • Redução significativa de custos de infraestrutura
Também cuidamos para manter clara a separação entre:
  • Server-side: autenticação, regras sensíveis, acesso a APIs
  • Client-side: interface, estado, interações e experiência do usuário
Essa divisão melhora segurança e facilita a evolução do código.

Automação e CI/CD desde o início

Mesmo em projetos pequenos, não abrimos mão de automação. Normalmente utilizamos:
  • GitHub Actions
  • Build automatizado
  • Deploy via FTP diretamente na pipeline
É uma solução simples, confiável e suficiente para a maioria dos cenários iniciais, evitando deploys manuais e erros humanos.

Infraestrutura: começar simples faz parte da estratégia

Para muitos projetos, um servidor compartilhado atende muito bem no início. Essa escolha:
  • Mantém custos baixos
  • Simplifica a operação
  • Permite validar o produto sem superestrutura
O ponto importante é que o software já nasce preparado para escalar. Quando necessário, é possível:
  • Desativar o export estático
  • Rodar o frontend em Node.js
  • Migrar para VPS ou cloud
  • Ajustar infraestrutura sem mudar a base do projeto

Projetos preparados para evoluir

O maior benefício dessa abordagem é evitar decisões que travam o crescimento no futuro. Com essa estrutura, conseguimos:
  • Evoluir funcionalidades sem reescrever tudo
  • Ajustar infraestrutura conforme a demanda
  • Manter previsibilidade técnica e financeira
  • Reduzir riscos em médio e longo prazo
Não se trata de antecipar a escala, mas de não impedir que ela aconteça.

Considerações finais

Cada projeto tem seu contexto, mas essa é a forma como temos estruturado nossos sistemas em 2026: simples no início, controlados no código e preparados para evoluir. É uma abordagem que respeita o orçamento, o tempo e o futuro do negócio.